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12 julho, 2009

SaaS não empolga empresas

    Kátia Arima, da INFO
      08/07/2009
    • Getty Images

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    SÃO PAULO – Pesquisa revela que muitos usuários não estão animados com suas experiências com o SaaS.

    O estudo realizado pelo Gartner concluiu que 58% das empresas vão manter os níveis atuais de SaaS nos próximos dois anos, 32% irão expandir, enquanto 5% vão descontinuar e 5% vai reduzir os níveis.

    De uma forma geral, as empresas estão satisfeitas com o SaaS: elas deram nota 4,74, de uma escala de 0 a 7. A pesquisa considerou 16 aspectos como funcionalidade, confiabilidade do serviço e gerenciamento de riscos.

    As empresas foram questionadas sobre os três principais fatores que considerariam em sua decisão para desenvolver o SaaS. Atender aos requisitos técnicos foi o mais citado (46%), seguido de segurança, privacidade e confidencialidade, com 33%. Facilidade de integração e funcionalidades ficaram com 29%.

    As empresas consultadas que consideraram usar o SaaS mas optaram por não usar foram questionadas sobre os fatores que a levaram tomar a decisão: 42% citaram o alto custo do serviço, 38% mencionaram a dificuldade de integração e 33% disse que a solução não atendia a requisitos técnicos. São conclusões que vão contra a impressão geral que o Saas ajuda a aliviar custos e que não exige muita integração e requisitos técnicos.

    A pesquisa foi conduzida em dezembro de 2008, entre usuários de Software as a Service (SaaS) em 333 empresas dos EUA e Reino Unidos.

    Foram observadas diferenças sutis entre as respostas das empresas dos EUA e Reino Unidos. As empresas americanas deram nota 4,94 e as do Reino Unidos chegaram à nota média de 4,34 para o serviço.

    http://info.abril.com.br/corporate/noticias/saas-nao-empolga-empresas-08072009-0.shtml

    23 janeiro, 2009

    Charles Philips, presidente da Oracle, fala sobre custo do software

    por Mary Hayes Weier InformationWeek EUA
    23/01/2009

    Philips conta porque o software licenciado custa caro e fala sobre a chegada de Obama
    Há cerca de seis anos, o CEO da Oracle Larry Ellison contratou o ex-analista da Wall Street Charles Philips. Não tardou para que ele o indicasse como presidente da companhia. Philips gerencia as operações globais da Oracle, incluindo consultoria, vendas, marketing, alianças, programas e tem sido fundamental em muitas das aquisições do grupo.

    A InformationWeek EUA tem escutado frequentes queixas de leitores sobre o alto custo dos softwares corporativos. Para esclarecer essa questão, os editores da revista se reuniram com Philips em seu escritório e o questionaram sobre o custo elevado dos softwares de licença.
    O executivo também falou sobre o Fusion Applications, a estratégia de aquisições da empresa e o impacto de Barack Obama na indústria de TI.

    InformationWeek: a situação econômica tem colocado mais pressão sob os orçamentos de TI. Muito do que a Oracle oferece é software licenciado instalados on-site. Mas o que dizer para aqueles que dizem que o SaaS é mais palatável, já que os clientes não precisam pagar uma licença completa e taxas de manutenção anuais?

    Phillips: não estou certo que o modelo de licença resolveria todos os problemas. Nós estamos no SaaS há uma década, com 1,7 milhão de assinantes. Somos a única empresa flexível e que oferta as duas possibilidades, on-demand e software licenciado. Isso depende da aplicação e do modelo; há aplicativos que são fáceis de aplicar no modelo on-demand, como o CRM. Outras áreas são mais complicadas, como supply chain e manufatura.

    Alguns precisam pagar pelo software para fazer um update, isso é o custo de manutenção. Se você quer um software que faça dinheiro, isso irá te taxar de alguma forma. Não há mágica no custo. Alguns precisam pagar para desenvolver e pela manutenção.

    InformationWeek: mas a oferta de on-demand da Oracle é realmente SaaS? Em muitos casos, os clientes ainda pagam a licença e a manutenção para a Oracle. Muitas empresas de SaaS dizem que o verdadeiro software-as-a-service é multitenant, ou seja, aquele que serve várias empresas.

    Phillips: multitenancy é um caminho para administrar o sistema para o usuário. Nós temos alguns clientes assim. Mas temos outros que dizem, ‘eu gosto do CRM on demand, mas eu quero meu próprio servidor". Todos os modelos estão crescendo para nós, e o fato de trabalharmos em todas as frentes é um diferencial para a empresa. Há leis mais rígidas de proteção de dados na Europa que no restante do mundo, e é por isso que ganhamos mais mercado que a Salesforce.com naquela região, porque o modelo multitentant não se acomoda na Europa.

    InformationWeek: alguns CIOs dizem que o custom para manutenção do software é muito alto e tende a piorar. A taxa da Oracle chega a 22% do custo da licença. Qual sua reposta para aqueles que não acreditam mais no modelo tradicional?

    Phillips: ele vem dando certo por muito tempo. As pessoas têm voltado para o modelo que é mais simples e funciona. Os desenvolvedores vêm com softwares customizados e há uma lista imensa de coisas que os clientes querem. Temos 22 mil desenvolvedores, que são pessoas caras, produzindo a customização. Se você quer um produto exclusivo, você precisa pagar por isso. Não há outra forma.

    InformationWeek: a Oracle vem trabalhando já há alguns anos no desenvolvimento do Fusion, e um executivo da empresa informou que uma versão beta deve ser lançada neste ano. Alguns CIOs acham meio difícil esse processo.

    Phillips: até que as pessoas vejam uma versão demo do Fusion Apps, não podemos atingir todo mundo. Com o Fusion, somos a única companhia investindo na próxima geração de aplicativos. Nenhuma outra está tentando fazer isso. Trata-se de um aplicativo moderno, feito em plataforma Java para os negócios de TI mais modernos.

    InformationWeek: a nova administração dos EUA deve vir acompanhada de um novo ambiente regulatório. Como fica a estratégia de aquisições da empresa?

    Phillips: um ambiente mais regulado, se significar mais auditoria em nossos clientes, será bom para os nossos negócios. Não estamos preocupados em relação a maior rigidez que possa vir na nova administração.

    InformationWeek: você acha que a chegada de Barack Obama terá impacto positivo na indústria de TI?

    Phillips: tendo alguém que entende o que a TI pode fazer pelo governo é algo muito bom. Estou animado com isso.

    Seis passos para o SaaS em 2009

    por Mary Hayes Weier InformationWeek EUA
    21/01/2009

    Software-as-a-service está ganhando terreno, mas ainda não pode ser chamado de um grande jogador no mercado de software corporativo

    Software como serviço, ou simplesmente SaaS, tem ganhado força nos últimos anos como alternativa ao tradicional software licenciado, mas ele ainda não pode ser avaliado como um grande player no mercado de softwares corporativos. A InformationWeek EUA identificou seis pontos que precisam acontecer para que o SaaS amplia sua atuação em 2009.

    1 - Ganhar solidez e o compromisso da Microsoft, Oracle e SAP
    O SaaS continua ganhando espaço, mas as empresa que trabalham com o conceito, como a Salesforce.com, Net Suíte, Workday, entre outras, ainda não têm presença forte no mercado corporativo. Muitas das grandes corporações que possuem contratos com Microsoft, Oracle e SAP não pensam em desistir de seus compromissos. Diante do cenário, o sucesso do SaaS em 2009 vai depender do suporte que ele receberá de vendedores estabelecidos.

    As gigantes do software têm dado passos tímidos na direção do software-as-a-service, mas será preciso algo mais consistente para a consolidação do conceito.

    2 - Atingir o conceito "Excellent"
    Muitos gestores de TI não gostam da ideia de ter o sistema financeiro da empresa rodando e sendo gerenciado por outra parte. Ainda assim, o serviço de SaaS tem sido bem avaliado. Para atingir níveis superiores, no entanto, precisa atingir grau de quase perfeição no uptime e em disponibilidade. A falta de controle cria certa barreira ao conceito e por isso o nível de exigência é maior. Além disso, para ganhar a confiança dos CIOs, os provedores de SaaS precisam ser mais transparentes em relação a localização dos data center e sobre quem os opera.

    3 - Preço baixo e integração facilitada
    As empresas que aderiram ao SaaS, o fizeram pelo baixo custo e pela facilidade operacional. Mas, os custos e a complexidade aparecem quando a empresa decide pela integração do aplicativo com o software que roda nas máquinas da companhia - muitas vezes programa licenciados. A responsabilidade pela integração dos softwares recai, muitas vezes, sobre os gerentes de TI e, para ter sucesso, os provedores de SaaS precisam fazer mais para facilitar o processo. Os CIOs estão ouvindo com atenção seus colegas que trabalharam com o conceito antes de considerar a utilização de software como serviço.

    4 - Provar que SaaS é menos caro que um software tradicional
    O SaaS surge como algo mais em conta porque as empresas estão alugando o software, pagando anualmente ou mensalmente pela assinatura, diferente de pagar milhões de dólares por um período de licença, além de alocar dinheiro para implementar o programa no local.

    Software-as-a-service, no entanto, pode também requerer um investimento algo, particularmente se uma integração com o software do cliente for necessária. É preciso se faça mais estudos detalhando os custos de várias aplicações SaaS e comparar os investimentos com softwares onsite.

    5. Melhorar perfil de rentabilidade e crescimento
    Não há provedor de SaaS que tenha tido mais sucesso em termos de crescimento de receita e lucratividade que a Salesforce.com. Mas isso não significa saúde para toda a indústria. O modelo de software como serviço não é dos mais fáceis de fazer dinheiro; uma vez que os provedores do conceito não atingiram os milhões de dólares.

    E a razão pela qual empresas tradicionais como SAP e Oracle têm caminhado lentamente para o modelo SaaS é que o conceito não é rentável como os softwares licenciados. Mais provedores de SaaS precisam provar que trata-se de um bom negócio para atrair investimentos e talentos.

    6 - Convencer clientes de que eles podem viver sem customização
    Uma das razões para o SaaS custar menos é que o mesmo aplicativo será adotado por diversas empresas, o que significa pouca ou nenhuma customização. Muitos clientes, no entanto, são adeptos da exclusividade. O desafio, nesse caso, é mostrar o que de customização realmente é necessário em uma aplicação de recursos humanos, por exemplo.

    Existem algumas formas de customizar o SaaS. A Salesforce.com oferece um ambiente de desenvolvimento para criar aplicações SaaS. Na maior parte dos casos, no entanto, o software como serviço é mais escolha de configuração que um código. É por isso que os provedores precisam convencer os clientes de que as opções de configuração são uma alternativa aceitável à customização.

    Fornecedores se unem na oferta Saas de NF-e

    Ceila Santos 22/01/2009
    A disputa pelos clientes na oferta de serviços na área de NF-e promete ser bastante competitiva. É raro encontrar um fornecedor que não preveja altas taxas de crescimento na oferta conhecida como SaaS. A South Consulting já informou à Decision Report que a expectativa é de que 70% dos negócios deverão ser feitos neste modelo comercial em 2010. Hoje, a empresa emite 360 mil faturas/dia para seus clientes, porém, o modelo adotado pela maioria dos clientes é a venda de licença.

    Outro fornecedor que aposta no modelo é a NF-e do Brasil, cujo um dos clientes é a Milho Norte. ( Veja mais: Grupo TBA investe em BPO e serviços NF-e para 2009) Ambos fornecedores são parceiros da Brasil Telecom, que já deixou claro o foco em grandes empresas. Diferente da Diveo - outro prestador de serviço de telecomunicações - que optou em priorizar as pequenas e médias empresas na oferta do serviço, cujo software foi desenvolvido pela J&W.

    Outra empresa que aposta no modelo é a Mastersaf, do segmento de soluções fiscais e tributárias, que já chegou a marca de 60 mil notas fiscais eletrônicas (NF-e) emitidas e tem como parceira a IBM. Antes da consolidação da sigla da oferta, a SAP divulgava o modelo como ASP (Application Service Provider) em parceria com a Sun, Serasa e Neoris. (Veja mais detalhes: SAP, Sun, Serasa e Neoris anunciam serviço de NF-e).

    A adoção do modelo tem acontecido em diferentes verticais, desde agronegócio até industria de bebidas como é o caso da Diageo, que adquiriu o serviço da Neogrid.

    14 janeiro, 2009

    por InformationWeek EUA
    06/01/2009
    O que deve estar em sua agenda neste ano: estar centrado e em harmonia com os negócios pode ajudar no crescimento e valor agregado

    Dado o que vem acontecendo com a economia nos últimos meses, talvez a prioridade número um da lista devesse ser "fique empregado". Mas o foco é outro. Permanecer em harmonia com os negócios e tecnologias pode, no final, representar oportunidades para o CIO e todo o time.

    1 - Inovação: da mesma forma que é essencial para um CIO e sua equipe ser inovador em todos os sentidos, o maior valor em 2009 será concentrar os esforços em conectar de forma direta suas marcas, produtos, serviços e capacidades com os seus clientes.

    2 - Orçamento: a inovação voltada ao cliente está no topo das prioridades do CIO, mas quando se olha internamente, a prioridade é atacar os custos que levam 75% ou mais do seu precioso orçamento. Ainda que haja confronto seguido de derrota, você vai enfrentar um 2009 com pouco ou nenhum dinheiro para inovação, e essa inabilidade, infelizmente, pode gerar estereótipos na empresa de que seu departamento tem alto custo e impede o progresso da companhia.

    3 - O desafio econômico: a atual crise econômica tem tornado do trabalho do CIO ainda mais difícil. O atual cenário força esses executivos a buscarem caminhos para perseguir as prioridades de sua agenda também com corte de custos.

    4 - Estratégia: ainda que você esteja de acordo com os itens acima, você terá que encontrar tempo que procurar caminhos alternativos para exaltar sua função como uma posição estratégica para os negócios de sua empresa.

    5 - Cloud computing: é seguro? É prático? Configura o fim da TI? É o melhor caminho para você e sua empresa?

    6 - SaaS: em 2008, assim como cloud computing, SaaS saiu da posição de coadjuvante para um algo importante para grandes, médias e pequenas empresas. Um dos desafios que os CIOs continuarão a enfrentar com o modelo SaaS é a integração.

    7 - Virtualização: apesar de ser a mais plena ferramenta para atacar os problemas relacionados ao orçamento, alguns CIOs não fizeram ou não puderam fazer um grande case para o CEO e outros executivos sobre o que a virtualização pode oferecer. Em alguns casos, esse procedimento é visto como um back-office bacana.

    8 - Outsourcing: apesar de muito utilizado, outsourcing ainda é considerado como algo de alto risco.

    9 - Computação verde: enquanto muito da atenção em torno do assunto é centrado na retórica de salvar o planeta, muitas empresas apresentam excelentes propostas para reduzir o consumo de energia, custos e fazendo um bom trabalho em reciclagem.

    10 - Desktops: o tradicional desktop deve passar por grandes mudanças. Até o final da década, as experiências com computação dos usuários corporativos serão alteradas com a popularização de smartphones, advento de novas plataformas, entre outros.

    Pesquisa: 52% dos desenvolvedores esperam projetos SaaS

    por Antone Gonsalves InformationWeek
    13/01/2009

    Mais da metade dos desenvolvedores, segundo uma pesquisa global, espera trabalhar em projetos no modelo software-as-a-service nos próximos 12 meses. O estudo elaborado pela Evans Data entrevistou 1,3 mil profissionais, sendo que 52% afirmaram esperar projetos SaaS neste ano. As maiores expectativas estão na região Ásia-Pacífico. Apesar das boas perspectivas no leste, o maior número de desenvolvedores envolvidos com o conceito está na América do Norte.

    Nos Estados Unidos e no Canadá, 30% dos desenvolvedores ouvidos afirmaram que o SaaS já faz parte de suas atividades, informou a Evans. Na Europa, Oriente Médio e África, onde há menos desenvolvedores atuando com software como serviço, 53% esperam trabalhar com o modelo nos próximos 12 meses.

    "Esses resultados reafirmam o sucesso do SaaS em relação ao tradicional modelo de negócios de aplicações, rodadas na sede da empresa com um software licenciado", avaliou John Andrews, presidente da Evans.

    A pesquisa também mostrou que computação em nuvem tem menos aderência que o SaaS. Menos de 10% dos desenvolvedores utilizam cloud computing, mas, mais de um quarto deles, planeja utilizar em algum momento. Na região da Ásia-Pacífico, o número chega a quase 50%. Na visão dos profissionais, a segurança é o maior obstáculo da cloud computing.

    Gartner: SaaS cresce em 90% das empresas

    14-01-2009 18:42:49
    Nove de cada dez companhias tenciona aumentar em 2009 a presença de software como serviço (SaaS) nos seus activos de TI, de acordo com as conclusões de uma recente investigação levada a cabo pela consultora Gartner. Mais de um terço dos inquiridos (37%) planeiam adoptar soluções de SaaS por forma a reduzirem os custos totais de propriedade (TCO).

    O Gartner baseia esta afirmação numa série de inquéritos realizados a 258 executivos de TI responsáveis pela compra de software em empresas de oito dos principais países do mundo, a maioria dos quais já utilizava SaaS ou esperava começar a fazê-lo nos próximos meses. Os resultados deste inquérito também revelam que os principais motivos para a adopção de alternativas SaaS são a eficiência nos custos e a facilidade de implementação.

    As empresas europeias encontram-se bastante atrás das americanas no que respeita aos planos de incrementar o investimento em SaaS ou noutros produtos baseados no modelo de pagamento por subscrição. Mas 49% das empresas entrevistadas na Europa confia que o investimento em tais propostas vai aumentar ligeiramente, enquanto 15% acredita que o aumento será significativo, percentagens que ascendem a 62% e 15%, respectivamente, na América do Norte.

    São, em qualquer caso, as organizações dos Estados Unidos as que mais cedo abraçaram a adopção do SaaS: mais de 20% garantem estar a utilizar software como serviço desde há já cinco anos ou mais, enquanto 60% o introduziram nas suas empresas nos últimos três anos.

    Como assinala Sharon Mertz, directora de investigação do Gartner, “o uso do SaaS evoluiu na última década e este modelo foi tornando-se numa alternativa de crescente popularidade nos últimos três ou quatro anos”.

    A percentagem média a nível mundial de empresas que utilizam software como serviço está a crescer, desde há mais de três anos, a uma taxa de 40% ao ano.

    Fonte: http://www.computerworld.com.pt/

    09 janeiro, 2009

    CEO da SAP diz que SaaS não será plataforma popular

    por Mary Hayes Weier InformationWeek EUA
    09/01/2009

    Bill McDermott admite, no entanto, que a empresa está caminhando com o Business ByDesign e espera um update durante a Sapphire Conference

    Bill Mc Dermot, CEO e presidente global de operações da SAP, já tem opinião formada sobre quando o software-as-a-service (SaaS) se tornará uma plataforma popular onde as empresas vão realizar suas principais operações: "nunca". A afirmação foi feita durante uma entrevista concedida para a InformationWeek EUA.

    As empresas precisam de um software onde elas possam construir os processos de seus negócios, explicou McDermott, e, por conta disso, o SaaS não oferece a possibilidade de um acordo para operações mais complexas, adicionou o executivo.

    Como uma das maiores provedoras de aplicativos para empresas, é importante para os clientes entenderem como a SAP se comporta diante do SaaS, já que a indústria de software tem se movimentado na direção desta plataforma nos últimos anos. No entanto, tem sido difícil decifrar para onde a SAP está indo com o SaaS.

    De alguma forma, a empresa tem de forma entusiasmada dado suporte a esse modelo de negócio - como quando fez o lançamento do Business ByDesing, voltado para empresas de menor a médio porte -, mas, recentemente, o co-CEO Leo Apotheker disse que era difícil fazer dinheiro com o SaaS.

    Durante a entrevista, MCDermott indicou que a SAP ainda acredita em algumas formas de SaaS, mas não como um core business. Isso "não funcionaria", afirmou. O executivo lembrou que a SAP levou 36 anos para construir um modelo onde companhias globais pudessem tocar seus negócios. "Essa fundamentação é importante para as empresas", informou. "Elas gostam de ter o controle dos dados e não querem deixá-los nas mãos de outra pessoa", complementou.
    Apesar da visão crítica do executivo em relação ao SaaS, a SAP ainda acredita no Business ByDesign. O sistema é voltado para empresas que necessitam gerir de forma melhor seus dados, "mas não podem ter um ERP tradicional". Além disso, o Business ByDesign tem chamado atenção de algumas companhias globais que olham para esse programa como uma boa plataforma ERP para algumas divisões satélites.

    Lançado há mais de um ano, no entanto, apenas uma parcela dos clientes da SAP utiliza o produto, por isso os executivos da empresa reclamam da baixa lucratividade.

    Fonte: http://www.itweb.com.br/

    Comentário Pessoal
    Quando alguém com o Know-How do MCDermott faz um comentário tão brusco, ele pode estar tentando destruir uma ameaça ou salvar o mercado de software.

    19 dezembro, 2008

    Diretrizes de software de Jorge Steffens, CEO Datasul

    Em respeito ao investimento feito pelos nossos clientes, nossa nova geração de produtos introduz conceitos de gestão inovadores:

    · TOC (Teoria das Restrições)
    · Estratégia de sempre contar com parceiros de tecnologia ao invés de tecnologia proprietária
    · Utilização de arquitetura escalável
    · Uso intensivo de personalização
    · Padrão de gráfico diferenciado
    · Conceitos de Web 2.0
    · Padrões abertos para integração com outros aplicativos

    Esse texto foi extraído do blog Jukebox - http://datasul.socialmediaclub.com.br/page/2/

    18 dezembro, 2008

    SaaS: Quatro letras para conquistar as pequenas empresas

    A oferta de software como serviço (SaaS) ganha novos modelos de negócios no Brasil em busca de chegar em um mercado de difícil acesso, o SMB.
    Por Vinicius Cherobino, do COMPUTERWORLD
    16 de outubro de 2007 - 07h00

    Mesmo com a grande demanda por soluções de tecnologia, o mercado de pequenas e médias empresas segue apenas como um sonho de consumo de boa parte das companhias de tecnologia da informação.
    Ao contrário do consolidado e altamente competitivo setor de grandes organizações, o SMB brasileiro surge como um mercado com ótimas possibilidades para exploração, responsável por 21% do produto interno bruto nacional e com uma competição desorganizada e repleta de pequenos concorrentes.
    E esse não é o único dado que justifica o interesse. O Sebrae (Serviço de apoio à micro e pequena empresa) estima que 98% das empresas no Brasil são pequenas ou médias ou – no idioma da TI – SMBs (small and medium business). Por aqui, elas empregam 60% da população economicamente ativa do País e estão espalhadas por todos os estados do Brasil, o que é um fator ainda mais interessante se o fabricante de tecnologia estiver interessado em massificar o uso de suas soluções, garantindo mão-de-obra e usuários acostumados com a sua marca.
    Não é à toa que, notando todas essas condições, as empresas de tecnologia preparam seus melhores discursos. Atender às necessidades únicas deste setor, trabalhar via canais e outros tópicos repetidos com insistência são argumentos para conseguir este disputadíssimo mercado.
    Um ponto importante, no entanto, está em oferecer o software como serviço. No modelo de SaaS o preço da aquisição da licença do software é diluído. Por outra, o SaaS nasce como uma resposta ao cansaço de adquirir soluções incompletas, tendo que comprar componentes dependendo da necessidade, passando a usar uma ferramenta gerida pelo fornecedor. Até um problema anterior, a infra-estrutura de hardware para instalar as aplicações vendidas como serviço, está resolvido com o novo modelo de venda de software como serviço.
    A IBM é uma das empresas que está apostando nesta estratégia. Para a Big Blue, o modelo funciona como a ponta-de-lança para atingir, finalmente, o SMB, trabalhando com fornecedores de aplicações para ter ofertas de soluções de software mais hardware na ponta. “Via a equipe de vendas dos nossos parceiros ISVs [Independent Software Vendors], podemos oferecer ao SMB uma solução completa e sob demanda”, conta Davi Dias, gerente de alianças estratégicas da IBM para a América Latina.
    Atualmente, relata o executivo, a IBM conta com cinco parceiros, entre eles a Datasul, para ERP, e a Elucid, com ferramenta para billing no setor elétrico. Na prática, as soluções rodam no centro de serviços da empresa em Hortolândia, interior de São Paulo. “A definição do marketing e dos eventos é feita em conjunto, com um investimento compartilhado com o parceiro em questão”, garante o executivo. Ele completa: “O SaaS vai servir para a IBM entrar no SMB e criar soluções sob demanda. Mais do que o um lucro imediato, estamos buscando nos preparar para o futuro”, explica.
    A Oracle também tem uma atuação nesse sentido. Apoiando-se em seu data center em Austin, Texas, a empresa oferece as soluções de seu portfólio – do tradicional banco de dados ao ERP ou CRM – com foco específico no setor de médias empresas. “O SMB está se perguntando qual é o preço para comprar um ERP e descobrindo que manter o software pode sair quatro vezes mais caro do que SaaS”, discursa Sylvio Modé, vice-presidente de suporte e on demand da Oracle.
    Sobre a utilização de parceiros ISVs para chegar ao mercado, Modé é enfático: “com a nossa política de aquisições, não preciso compor com parceiro para oferecer suíte completa”. Ao optar pelo modelo de software como serviço os clientes conseguem um tempo de adaptação muito menor do que o tradicional. “Para implementar o ERP, uma empresa precisa de 6 a 4 meses. Se optar pelo modelo sob demanda, são 21 dias úteis”, garante.
    SaaS é pouco para o SMB
    Mas acreditar que é possível dominar o mercado de pequenas e médias empresas apenas com uma mudança no modelo negócios é, no mínimo, ingênuo. Para Wilson de Godoy, vice-presidente de sistemas e recursos do grupo Totvs, é preciso conhecer esse mercado em profundidade, atuando no setor por anos. “Para o mercado de SMB, software como serviço não é nenhuma novidade e não é garantia de sucesso”, garante o executivo. Atualmente, afirma, o grupo Totvs tem 80% do seu faturamento oriundo do segmento SMB.
    Godoy afirma que diversas desenvolvedoras de software brasileiras –empresas do grupo Totvs incluídas – já ofereciam suas aplicações como serviço para as pequenas e médias empresas do País, portanto as ofertas de SaaS não chegam a ser novidade para o setor. “Quem faz sucesso no segmento SMB já atua com este modelo de negócios há tempos”, provoca o executivo da Totvs. Ele acrescenta: “No SMB, a negociação é feita diretamente com o dono. Um vendedor que não conhecer essa realidade, que quiser vender uma caixa fechada nesses clientes, vai falhar”, avisa.
    Oferecer software como serviço, destaca, é apenas uma das maneiras de trabalhar o setor que não está tão cru em tecnologia quanto há cinco anos. “O modelo tem pontos positivos: a transformação do custo fixo em variável, o que transfere o risco para o fornecedor”, define.
    Fernando Aires, analista da IDC, concorda. Para o especialista, o argumento de conquistar o mercado SMB com apenas uma troca no modelo de comercialização não se sustenta. “Oferecer o SaaS ou um preço mais agressivo não é suficiente. Para atuar no setor, o fornecedor precisa de parceiros estabelecidos, com muitos canais”, diz. O analista aponta que, dentro do movimento de especialização das empresas – pequenas ou não – o software como serviço surge como uma alternativa para que as companhias cuidem apenas do núcleo do negócio delas – o que dificilmente vai ser o desenvolvimento, a gestão e a manutenção de sistemas de TI.
    Acima de tudo, ressalta Fernando Aires, analista da IDC, mais importante do que o debate sobre quem vai conquistar esse mercado pouco dantes navegado, está em entender que o SaaS não é a panacéia que está sendo vendida por tantos. “O preço está sendo diluído, mas os donos das pequenas e médias empresas precisam planejar com cuidado para ter controle financeiro”, define. Ele completa: “O pequeno e médio empresário precisa entender qual é o ‘ponto de virada’, em qual momento o negócio em SaaS deixa de ser vantajoso”.

    Esse texto foi encontrado no site: http://computerworld.uol.com.br/

    As pequenas empresas de software que quiserem aumentar a sua fatia de mercado, precisam ter executivos antenados neste mercado, pois já existem inúmeros sinais que as grandes empresas serão fortes concorrentes em um fatia que antes era inexplorada.
    O modelo SaaS ampliará horizontes e tornará o contrato algo mais justo para o pequeno empresário, que gastará o que realmente utiliza.
    Quem tiver a capacidade de renovação mais rápida estará na crista desta onda.