11 setembro, 2009

Sistema digital pode aliviar carga tributária

Patrícia Acioli
SÃO PAULO - Em época de queda da arrecadação tributária federal, o governo tem uma arma para elevar o total obtido com impostos sem precisar mexer em alíquotas: lançada em 2007, no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a implantação do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) deve aumentar a arrecadação dos municípios, estados e União. O patamar de elevação da arrecadação ainda é incerto, há quem aposte que a eficiência tributária poderá levar a um incremento de até 30%.



"O índice de sonegação não é conhecido claramente, portanto não dá para identificar o quanto é possível crescer em receita. Vai levar tempo para esse efeito aparecer", explica Amir Khair, especialista em Contas Públicas. Segundo ele, porém, não há dúvidas de que o cruzamento de informações entre as Receitas irá pegar muito sonegador. "Como consequência do aumento da eficiência, o passo seguinte é a diminuição de alíquota", explica Khair. Há de fato o sentimentos entre os empresários, de que a reestruturação do fisco abra espaço para redução de carga tributária.



A primeira fase do projeto do Sped, que envolve a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), o Sped Contábil e Sped Fiscal, deve ser finalizada em 2010. Até lá, as empresas têm algumas etapas a cumprir. Termina no dia 30 deste mês, por exemplo, o prazo para cerca de 28 mil empresas entregarem os arquivos de Escrituração Fiscal Digital (EFD) referente ao período de janeiro a agosto. A partir de então, essa obrigação se torna recorrente.



Marcelo Simões, especialista fiscal e tributário da Aliz Inteligência Sustentável, acha pouco provável a possibilidade do fisco prorrogar mais uma vez a entrega dos arquivos do Sped Fiscal - o prazo que era maio, acabou estendido até setembro. "Essa chance está quase descartada porque a grande maioria das empresas já se adaptou, o que é um bom indicador do projeto", afirma Simões.



No caso do Sped Contábil, a entrega dos arquivos foi concluída em 30 de junho. Segundo informou a Receita Federal, o recebimento alcançou quase 90% das empresas incluídas nesta obrigação acessória. " O ambiente de recepção e processamento do Sped recebeu 43.705 arquivos de 7154 contribuintes. Este número representa cerca de 90% das empresas obrigadas ao Sped Contábil. (...) o espaço disponibilizado para recepção dos arquivos foi ampliado para facilitar o recebimento dos dados. A utilização do sistema permaneceu dentro da margem de limite esperado e somente no último dia foram recepcionados 14.657 arquivos".



Quando finalizado a implantação do Sped, outras obrigações serão incluídas em novas etapas do projeto. Exemplo disso, segundo o executivo da Aliz, é a 'e-social', que vai substituir o atual arquivo da Previdência (Manad), além da nota fiscal eletrônica de serviço. "É uma reestruturação fatiada", frisa Simões. "Sabemos que o Sped é um investimento inicial, que não é barato, mas o resultado é direto", afirma Julio Gabriolli, sócio diretor da Aliz. Ele explica que neste caso vale a máxima do custo/benefício. "O Sped é mais que a implantação de um software, alia uma série de outros processos dentro das empresas, o sistema permite controlar melhor o nível de detalhamento e diminuir os riscos de um pagamento indevido de tributo, por exemplo. Nessa caso, a eficiência diminuiu custos", destaca.



A reestruturação do fisco, segundo Gabriolli, força as empresas a um processo de modernização e racionalização que tem como resultado também economia - a premissa do Sped é a modernização da sistemática do cumprimento das obrigações acessórias, transmitidas pelos contribuintes às administrações tributárias e aos órgãos fiscalizadores. Uma das intenções do governo era de que Sped proporcionasse melhor ambiente de negócios para o País. "Para o governo, o sistema traz maior visibilidade para estrutura arrecadatória. Essa reestruturação será palanque para muito candidato", diz Alberto Freitas, diretor geral da Signature South Consulting.



O retorno da ação do fisco chegará a todas as esferas de governo. É o caso da obrigatoriedade de emissão da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e). Este mês, mais 54 segmentos passarão a fazer parte em âmbito nacional do conjunto de setores sujeitos a esta obrigatoriedade. A implantação começou em abril de 2008 e segundo João Marcos Winand, diretor-adjunto da Diretoria Executiva de Administração Tributária da Secretaria da Fazenda de São Paulo, hoje a NF-e já é parte dos negócios de uma empresa. A nota funciona como um instrumento fiscal que antecipa uma fraude. "As regras do sistema coíbem ilícitos", diz João Winand.

Fonte:
http://www.dci.com.br/

19 agosto, 2009

Código de Trânsito Brasileiro tem um artigo que troca multa por advertência

Olá se ja teve algum problema com multas de transito vai gostar dessa informação
muito util.
Podemos trocar uma multa por uma a advertência ea sim não ter um gasto imprevisto
boa em!!

Tem um artigo no codigo de transito brasileiro que diz que, em vez da multa poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, se o motorista não tiver cometido a mesma infração nos últimos 12 meses

Para requerer o benefício, o motorista deve procurar um dos postos de atendimento do Detran com uma cópia da carteira de habilitação e a notificação da multa, até 30 dias depois da chegada da autuação.

Art. 267. Poderá ser imposta a penalidade de advertência por escrito à infração de natureza leve ou média, passível de ser punida com multa, não sendo reincidente o infrator, na mesma infração, nos últimos doze meses, quando a autoridade, considerando o prontuário do infrator, entender esta providência como mais educativa.

§ 1º A aplicação da advertência por escrito não elide o acréscimo do valor da multa prevista no § 3º do art. 258 , imposta por infração posteriormente cometida.

§ 2º O disposto neste artigo aplica-se igualmente aos pedestres, podendo a multa ser transformada na participação do infrator em cursos de segurança viária, a critério da autoridade de trânsito.
Fonte; http://www.der.rj.gov.br/ctb/cap16.htm

Microsoft e Nokia levarão Office para o Symbian no próximo ano

Microsoft e Nokia fecharam acordo para levar o Office Communicator Mobile, Office Mobile, SharePoint Server, System Center para o Symbian, sistema operacional dos celulares e smartphones, principalmente das séries E e N, como o E71, N95 e N97.

A maior empresa fabricante de software e a maior fabricante de smartphones estão juntando forças em uma tentativa de portar algumas aplicações de produtividade no escritório para a plataforma móvel.

Deverão ser portados e disponibilizados em 2010:

Microsoft Office Communicator Mobile
Microsoft Office Mobile
Microsoft SharePoint Server
Microsoft System Center

Fonte; http://arstechnica.com/microsoft/news/2009/08/microsoft-and-nokia-bringing-office-to-symbian-next-year.ars

14 agosto, 2009

Um Modo Fácil de Criar um Pen-drive Bootável para o Windows Vista, Server 2008 e Win 7


Imagine uma situação em que você precisará instalarWindows Vista ou 7 em um sistema,

mas você não tem acesso ao DVD. Todos nós sabemos o Windows Vista, Server 2008 ou 7 chega em DVD e você precisará de um DVD para instalá-los. Então como você irá instalá-los? A solução é, você pode criar um inicializávelUSB unidade que pode ser utilizado para instalar o Windows sem usar DVD.


Temos postado um tutorial detalhado para criar tais inicializávelUSB unidade muito tempo atrás, você pode ler sobre ele Aqui. http://www.askvg.com/how-to-create-bootable-usb-drive-to-install-windows-vista/

O método acima é muito fácil de seguir, mas não seria grande se nós podemos usar um utilitário para fazer todo o trabalho automaticamente? Nosso leitor "Aris"Criou uma pequena utilidade exclusivamente para leitores que AskVGCria uma unidade USB inicializável para instalar o Windows Vista, Server 2008 ou 7.


Pré-requisitos:
Uma unidade USB (4 GB ou mais)
Windows Vista, Server 2008 ou 7 imagem ISO ou DVD
Host OS: Windows Vista (SP1 ou SP2), Server 2008 ou 7

Como usar:

Depois de cumprir os requisitos, executar o utilitário.Seu um utilitário portáteis assim não precisa de instalação. Basta executá-lo e marque a opção "Tenho lido e aceito o seguinte Acordo de Licença". Agoraclique no botão OK e irá lançar a aplicação principal.
Também mostra umAjuda janela para que você possa usar o utilitário facilmente. O utilitário requer apenas 4 passos fáceis de seguir:
Verifique unidade USB (Para verificar se sua unidade USB está anexado ou não)
Formato unidade USB
Escolha DVD ouImagem ISO (Para copiar os arquivos necessários para USB drive)
Iniciar o processo para criar inicializável unidade USB

























Download Links:


Download Link (Rapidshare)
Download Link (Mediafire)
Download Link (Skydrive)


Fonte:http://www.askvg.com/a-bootable-usb-utility-to-create-bootable-usb-drive-to-install-windows-vista-server-2008-and-7/

02 agosto, 2009

Entenda como a Microsoft vem agindo na tentativa de promover a interoperabilidade com o Software Livre.

Entrevista com Roberto Prado, gerente de estratégias da Microsoft

Após muito ignorar e diminuir o Software Livre, a Microsoft vem demonstrando interesse em colaborar com esse universo. Desde antes de firmar o acordo de colaboração técnica com a Novell em novembro de 2006, a empresa liderada por Steve Ballmer já havia criado um "laboratório de Open Source", como a companhia o chama, com o objetivo de compreender como funcionam os programas de código aberto e a melhor forma de interoperar com eles em redes heterogêneas.
Passados dois anos e meio desde a assinatura do acordo – e aproximadamente cinco anos desde a criação do primeiro laboratório de Open Source –, os laboratórios se multiplicaram, e o do Brasil já produziu conhecimentos importantes para a Microsoft avançar rumo à interoperabilidade com o Software Livre.

Roberto Prado, gerente de estratégias da Microsoft, conversou com a Linux Magazine sobre os resultados já obtidos no Brasil, com as várias iniciativas de colaboração com Software Livre.
Linux Magazine» A Microsoft pôs no ar uma série de vídeos de demonstração a respeito de um case de implantação de soluções Microsoft em conjunto com servidores de código aberto em um ambiente de testes. Como surgiu a ideia de transformar essa experiência em vídeos?
Roberto Prado» Essa experiência de interoperabilidade foi inédita para nós, e aconteceu no Laboratório de Software Livre da Microsoft, coordenado pelo Fábio Cunha. Ao final da produção desse material, fizemos pequenos vídeos para contar como essa experiência ocorreu, o que aprendemos e como o cliente pode se beneficiar dela.

LM» Fora esse material, como estão as iniciativas de interoperabilidade da Microsoft no Brasil?
RP» Fizemos recentemente com o IME (Instituto de Matemática e Estatística) da USP um acordo nos moldes do que já temos com a Unicamp, a UFRGS, a UFPA e a Unesp. Com isso, chegou a cinco o número de universidades parceiras da Microsoft na área de interoperabilidade – e considero essas as melhores universidades em Engenharia de Computação e Tecnologia da Informação.
No Codeplex é possível acessar os projetos feitos pelos estudantes dessas universidades, que vão desde a área de multidisplay até a virtualização em CPUs com múltiplos núcleos.
A Unesp, por exemplo, se engajou com a comunidade KDE e implementou melhorias em aplicativos educativos do KDE (o pacote KDE-Edu), além de contribuir para portar todo o ambiente KDE para a plataforma Windows.

Roberto Prado, Gerente de Estratégias da Microsoft Brasil.
LM» Em fevereiro de 2008, a Microsoft anunciou um conjunto de medidas para favorecer o Código Aberto na empresa. Qual foi o sucesso disso e o que ainda pode melhorar?
RP» O principal, com relação aos formatos de documentos, foi incluir no MS Office o suporte ao formato ODF – o Office 2007 SP2 já traz esse suporte.
LM» Esse suporte ao ODF foi bastante criticado. Como a Microsoft reagiu às críticas?
RP» As críticas são naturais. Algumas pessoas ficam felizes, outras acham que poderia ser melhor – tudo faz parte do processo de aprendizado e evolução. É difícil fazer uma implementação dessas e agradar 100% das pessoas. É preciso dar o primeiro passo.
Para comparar, quando abrimos o primeiro laboratório de interoperabilidade com a Unicamp, muitas pessoas ficaram confusas, sugerindo que fosse apenas uma ação de marketing, mas mostramos que não era isso. A prova são esses vários projetos e as pessoas de fato trabalhando neles.
Ao incluir um novo padrão de documentos, muitos ajustes precisam ser feitos. Talvez a versão do padrão não seja a mesma presente em outros produtos, mas esse é o começo. A Microsoft tem demonstrado a disposição para mudar, que é o primeiro passo.
Também tivemos anúncios recentes relacionados a Java e Sun, além de uma parceria com a Red Hat relacionada à virtualização.

LM» O Sharepoint tem sido citado como uma oportunidade para a Microsoft "mostrar serviço" em relação à interoperabilidade. Como tem sido a atenção a esse ponto específico?
RP» Temos um caso prático no Brasil com relação a isso. Nós reconhecemos o Moodle como uma plataforma de portal. As universidades o utilizam, principalmente em projetos de e-learning e ensino a distância. Nós investimos num projeto para integrar o Moodle – como ambiente de ensino a distância – ao Sharepoint.
Fizemos isso não por haver uma demanda específica nesse sentido, mas por causa de um evento sobre Moodle no qual queríamos participar para discutir a interoperabilidade. Utilizamos o Sharepoint como prova de conceito, e o resultado está publicado no Codeplex. Mostramos como implantamos a autenticação com single sign-on com LDAP e habilitamos o PHP, uma ferramenta de código aberto, para funcionamento na nossa plataforma.
LM» Como está a questão da interoperabilidade entre o Silverlight e o Moonlight?
RP» Temos visto um aumento dos downloads do plugin do Silverlight à medida que mais sites utilizam essa tecnologia. Com o Moonlight, ocorre uma colaboração técnica. Não posso afirmar se temos ou não desenvolvedores trabalhando junto com a Novell. Essa colaboração pode ir desde uma simples visita para discussão das dificuldades de cada equipe até uma abordagem mais reativa de resolução de problemas.
LM» Quanto à Novell, qual o status da colaboração aqui no Brasil?
RP» Com grande mérito das duas empresas, o acordo foi efetivado no Brasil de uma forma única, em comparação com outros países. Eles deram bastante foco à colaboração, estabeleceram parcerias e conseguiram um grande sucesso nessa parceria.
LM» Como a Microsoft vê a aquisição da Sun pela Oracle?
RP» Essa é uma grande aquisição, mas precisamos aguardar para ver o que de fato a Oracle vai fazer com os ativos da Sun. Só então poderemos emitir alguma opinião. Nós temos análises internas, é claro, mas não posso comentar sobre nossa visão acerca da estratégia dos nossos concorrentes.
A Oracle tem feito inúmeras aquisições todos os anos – essa é a estratégia deles. A estratégia da Microsoft é diferente dessa.
Com relação ao Open Source, não sei se a Oracle vai optar por manter a estratégia da Sun.
LM» Tem aumentado o número de fabricantes de netbooks que pretendem adotar o sistema operacional Android, do Google. Como você vê essa concorrência?
RP» Há várias ofertas de sistemas para netbooks, e isso é bom. Os próprios aparelhos estão mudando – me parece que o poder computacional dessas máquinas está aumentando, então não sei se elas continuarão para sempre como netbooks ou se vão tornar-se notebooks.
LM» Quais os avanços do Windows 7 com vistas à interoperabilidade?
RP» Temos um projeto para avaliação da autenticação do Vista e do Windows 7 em OpenLDAP. A princípio, não há maiores dificuldades – algumas novas funções, talvez, mas nada grandioso. O Windows 7 vai funcionar em redes Linux da mesma forma como funciona hoje.
Mais informações
Demonstrações de interoperabilidade: http://technet.microsoft.com/pt-br/demosinterop

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Linux Magazine #56 Julho de 2009