17 julho, 2009

Microsoft vai abrir lojas de varejo ainda nesse ano

Por Thássius Veloso

Depois que a Apple comprovou que suas lojas de varejo são um enorme sucesso, com milhões de pessoas passando por elas todo mês, chegou a vez da Microsoft seguir pelo mesmo caminho. A companhia confirmou nessa quarta-feira (15) que tem a intenção de abrir lojas próprias no outono do Hemisfério Norte (ou primavera aqui no Hemisfério Sul).

Com a chegada do Windows 7 em outubro desse ano, não é de se estranhar que a MS decida entregar o sistema operacional diretamente ao comprador. Além disso, as Microsoft Store (nome não oficial) poderão servir de vitrine para as novas tecnologias que a empresa desenvolver, mais uma vez copiando o que a Apple já faz em suas lojas próprias.

As primeiras lojas devem ser abertas ainda esse ano, com outras mais previstas para serem inauguradas em 2010. É altamente provável que algumas dessas lojas sejam localizadas próximas às da Apple. [CNET News]

12 julho, 2009

Forrester: 5 dicas para negociar com fornecedores de TI

Boston - Antes de fechar um contrato, é preciso ter certeza de que o fornecedor cumpre requisitos de seleção, implementação, utilização, manutenção e migração para novas versões.

Por Thomas Wailgum, CIO/EUA

10 de julho de 2009 - 12h11

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Adquirir um sistema, seja ele ERP (de gestão corporativa), CRM (de gestão do relacionamento com os clientes), BI (inteligência de negócios) é mais uma atividade no escopo das obrigações da área de Tecnologia da Informação. “Mas dentre todas as aquisições realizadas pelas companhias, a operação de compra de soluções tecnológicas representa a que traz mais dificuldades às empresas”, diz Ray Wang, vice-presidente e diretor de análise da Forrester Research.

Mesmo colocando de lado o estresse gerado pela negociação com fornecedores, a complexidade das novas ofertas (como SaaS - software como serviço - e virtualização, por exemplo), somada às mudanças constantes no mercado de fornecimento de tecnologia da informação, torna a aquisição ainda mais difícil. E é nisso que a empresa de pesquisas se baseou para elaborar a segunda versão de relatório que indica as melhores práticas de negociação entre as empresas envolvidas.

“Antes de assinar um contrato, os gestores devem negociar cinco quesitos com seus fornecedores”, comenta Wang, que complementa: “São eles: seleção, implementação, utilização, manutenção e migração para novas versões”. Segundo o especialista, CIOs e outros profissionais ligados à tecnologia e negócios devem incorporar essas etapas aos relacionamentos com fornecedores e estratégias de contratação.

Seguem os cinco pré-requisitos que as companhias devem exigir antes de efetuar uma aquisição de software:

Seleção: suporte de operação e para novas versões do software;

Implementação: fornecedores devem provar que executivos confiáveis estão por trás do negócio;

Utilização: permissão para que os clientes compartilhem uns com os outros as modificações que realizaram na solução;

Manutenção: exigência de que fornecedores busquem melhores opções de suporte pata a companhia;

Migração: possibilidade de evolução para outras versões do mesmo software sem custo ou estresse.

Por que tudo isso é importante? De acordo com Wang, agora é a hora de as empresas buscarem a reestruturação de suas operações para resolver problemas gerados no passado e ganhar fôlego para crescer. “A maneira como elas se relacionam com os fornecedores é determinante para o sucesso dessa fase de mudanças nas companhias”.

SaaS não empolga empresas

    Kátia Arima, da INFO
      08/07/2009
    • Getty Images

     / Getty Images

    SÃO PAULO – Pesquisa revela que muitos usuários não estão animados com suas experiências com o SaaS.

    O estudo realizado pelo Gartner concluiu que 58% das empresas vão manter os níveis atuais de SaaS nos próximos dois anos, 32% irão expandir, enquanto 5% vão descontinuar e 5% vai reduzir os níveis.

    De uma forma geral, as empresas estão satisfeitas com o SaaS: elas deram nota 4,74, de uma escala de 0 a 7. A pesquisa considerou 16 aspectos como funcionalidade, confiabilidade do serviço e gerenciamento de riscos.

    As empresas foram questionadas sobre os três principais fatores que considerariam em sua decisão para desenvolver o SaaS. Atender aos requisitos técnicos foi o mais citado (46%), seguido de segurança, privacidade e confidencialidade, com 33%. Facilidade de integração e funcionalidades ficaram com 29%.

    As empresas consultadas que consideraram usar o SaaS mas optaram por não usar foram questionadas sobre os fatores que a levaram tomar a decisão: 42% citaram o alto custo do serviço, 38% mencionaram a dificuldade de integração e 33% disse que a solução não atendia a requisitos técnicos. São conclusões que vão contra a impressão geral que o Saas ajuda a aliviar custos e que não exige muita integração e requisitos técnicos.

    A pesquisa foi conduzida em dezembro de 2008, entre usuários de Software as a Service (SaaS) em 333 empresas dos EUA e Reino Unidos.

    Foram observadas diferenças sutis entre as respostas das empresas dos EUA e Reino Unidos. As empresas americanas deram nota 4,94 e as do Reino Unidos chegaram à nota média de 4,34 para o serviço.

    http://info.abril.com.br/corporate/noticias/saas-nao-empolga-empresas-08072009-0.shtml

    Receita deve liberar retificação do Sped Contábil





    por Adriele Marchesini Financial Web

    10/07/2009
    Conforme o Fisco, facilidade não estará disponível para as escrituração já autenticadas, as em análise, ou que foram indeferidas

    A Receita Federal informou na quarta-feira (08) que deve colocar em produção na próxima semana uma atualização do programa para envio da Escrituração Contábil Digital (Sped Contábil), permitindo que documentos possam ser retificados.

    O anúncio vem uma semana depois de acabar o prazo para a entrega dos documentos. Conforme o supervisor-geral do Sped, Carlos Sussumu Oda, a facilidade não estará disponível para as escriturações já autenticadas, as em análise, ou as que tiveram autenticação indeferida pelas Juntas Comerciais.

    A reportagem havia contatado a Receita Federal para comentar a retificação das informações enviadas pelo Sped Contábil. De acordo com pesquisa divulgada recentemente pela Deloitte, quase 34% das empresas declararam que não têm certeza se todas as informações dos seus sistemas de gestão empresarial (ERPs) serão integradas corretamente ao Sped.

    Durante a entrevista, Sussumu explicou que, pela forma como o sistema havia sido elaborado, não havia possibilidade de retificar os dados. A principal dúvida dos leitores do FinancialWeb era se um reenvio dos dados, após o fim do prazo, implicaria na incidência de multa por atraso, que é de R$ 5 mil ao mês.

    "São duas coisas distintas: se a pessoa autentica o livro na junta, está sujeita aos procedimentos da junta comercial. Outra coisa é encaminhar os livros contábeis para a Receita, onde utiliza de um ambiente próprio para fazer a autenticação na Junta Comercial e tem a obrigação acessória de encaminhar os livros para a Receita Federal [via Sped Contábil]", disse.

    "Não está passível de multa. Se a junta exigir alguma coisa para ela, vai fazer novamente", havia comentado. Poucos minutos depois, Sussumu informou, via e-mail, sobre a criação dessa novidade no programa.

    Interrupção da autenticação

    De acordo com Andrea Teixeira, consultora tributária da FISCOSoft, para interromper o processo de autenticação dos livros, o contribuinte precisa ir até a Junta Comercial de sua comarca e solicitar a paralisação. "O Fisco, durante o cruzamento de informações, vai analisar as incoerências e tomar as medidas necessárias", contou.

    Conforme a especialista, não existe prazo para a Junta Comercial realizar a autenticação do livro. "É importante lembrar que os dados dos livros não são conferidos pela Junta. Ela vai verificar apenas se a taxa foi paga, se o layout está correto. Mas o que consta no arquivo é de responsabilidade do contribuinte", finalizou.

    Cerca de 10% dos obrigados a encaminhar a ECD até o dia 30 de junho não enviaram os dados ao Sistema Público de Escrituração Digital. Conforme balanço do Fisco, foram recebidos 43,7 mil arquivos, de um total de 7,1 mil contribuintes. O órgão não informou se a totalidade enviou o registro antes das 20h - horário limite para o não-pagamento de multa, fixada em R$ 5 mil por mês de atraso.