09 Julho, 2009

Google invade mercado da Microsoft ao lançar sistema operacional

Paula Gil.

San Francisco, 8 jul (EFE).- O gigante da internet Google decidiu se aventurar em uma das poucas áreas que ainda não explorava, e anunciou o lançamento de um sistema operacional para netbooks que concorrerá diretamente com o onipresente Windows, da rival Microsoft.

O Google Chrome OS será uma extensão do Chrome, o navegador da companhia lançado há nove meses, e seus criadores esperam que esteja disponível na segunda metade do próximo ano.

Este sistema operacional de código aberto será pensado especialmente para navegar na internet e usar aplicações baseadas na rede, que muitos acreditam que acabará substituindo o modelo de software sob licença capitaneado pela Microsoft.

"É nossa tentativa de mostrar que é preciso reconsiderar como deveriam ser os sistemas operacionais", disseram Sundar Pichai e Linus Upson, responsável de gestão de produto e diretor de engenharia do Google, respectivamente, no blog corporativo da empresa.

A ideia é melhorar a experiência do usuário na internet, que é onde Google deseja que todos passem a maior parte do tempo, já que suas aplicações e serviços estão baseados na rede.
Apesar de o Chrome OS funcionar também em computadores de mesa, o sistema será especialmente criado para netbooks, portáteis de baixo custo que estão com a popularidade em alta.

Enquanto as vendas dos computadores de mesa caíram 23% no primeiro trimestre de 2009, segundo dados da iSuppli, a comercialização de netbooks subiu 10%, graças ao sucesso entre consumidores preocupados com o preço e porque querem, basicamente, um computador para ter acesso à internet.

A Microsoft certamente está muito consciente desta tendência, que interfere diretamente em suas vendas do Windows.

Aproximadamente 80% dos netbooks no mercado utilizam o Windows XP, uma versão mais antiga, barata e menos rentável para a Microsoft que o Vista.

Por isso, a empresa criou o Windows 7, um sistema operacional que vai rodar tanto em netbooks como em computadores de mesa.

O Chrome OS é, na realidade, a segunda incursão do Google na área dos sistemas operacionais.
A companhia já tinha lançado o Android, um sistema operacional para celulares que funciona também em netbooks e que já foi adotado por diversos fabricantes.

O Google reconhece que Chrome OS e Android se completam em alguns aspectos, mas insiste em que são sistemas independentes.

Além disso, afirma que a possibilidade de escolher entre os dois "vai impulsionar a inovação e beneficiará a todos, incluindo o Google".

Quem possivelmente sairá prejudicado desta nova investida é a Microsoft, que pode apenas observar o aumento do número de concorrentes do Windows.

Nos últimos anos, o Google lançou ainda diversas aplicações como o Google Docs, que concorre diretamente com alguns programas do Office. Estes programas são gratuitos, porque não são financiados com publicidade online.

Paralelamente, a Microsoft não poupa esforços para aumentar sua fatia entre os softwares baseados na rede e nos negócios da internet em geral.

O último capítulo desta luta foi o lançamento do "Bing", o novo buscador da Microsoft, apresentado no final de maio.

O gigante do software gastou US$ 100 milhões na promoção do "Bing", que recebeu boas críticas e conseguiu elevar levemente a fatia de mercado da Microsoft entre as ferramentas de busca.

No entanto, será complicado para a Microsoft ameaçar o domínio do Google nessa fatia de mercado. A popularidade da companhia é tão grande que em alguns países, seu nome é sinônimo do serviço que ela oferece em seu site.

Da mesma maneira, o Google encontrará dificuldades para popularizar seu sistema operacional em um setor no qual o Windows teve praticamente o monopólio durante 20 anos.

Apesar da crescente popularidade de sistemas de código aberto como o Linux, o Windows continua presente em quase 90% dos computadores de todo o mundo, e o Explorer é o navegador de 65% dos internautas, contra a pequena fatia de 1,8% conseguida pelo Chrome em seus nove meses de vida. EFE

24 Junho, 2009

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04 Abril, 2009

Empresas revelam como se adaptam ao Sped

por Felipe Dreher | InformationWeek Brasil

Projetos passam por upgrade no ERP, faxina na base de dados e módulos de validação de arquivos

Se o fisco tivesse uma máquina capaz de fazer um raio X de sua empresa, o que ele veria? Há cerca de dois anos, o governo constroi um mecanismo com este intuito, batizado de Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). Depois de grande esforço para a introdução da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e), o projeto ganha um fôlego extra com a entrada de duas novas obrigatoriedades: a Escrituração Fiscal Digital (EFD) e a Escrituração Contábil Digital ou ECD (leia box na pág. 20). A regulamentação cria um ambiente que permite às Secretarias da Fazenda e à Receita Federal cruzar informações contábeis e fiscais, identificando fraudes e sonegação e cobrindo toda a cadeia produtiva.

Preparar a infraestrutura de TI para a regulamentação vem consumindo grande esforço das corporações. Não adaptar-se ou enviar dados errados pode acarretar multas e outras penalidades. Para muitas empresas, mexer nos sistemas a fim de extrair informações fiscais e contábeis é como abrir uma caixa de Pandora.

Para se ter uma ideia do tamanho do "problema", a consultoria fiscal IOB ouviu 405 corporações brasileiras com faturamento entre R$ 3 milhões e R$ 7 bilhões. O estudo revelou que 83% dos entrevistados cometeram algum equívoco nestas áreas em 2007, sendo que 56% deles realizaram transações com fornecedores ou clientes inabilitados pelo governo.

O dilema encontrado nas adequações dos sistemas ao Sped vai além de agregar um software paralelo, adquirir equipamentos e ampliar links de comunicação. As dificuldades começam pela complicada legislação tributária brasileira, transitam pela necessidade da limpeza e o ajuste dos dados inseridos nos softwares de gestão empresariais (ERP), culminando, em muitos casos, na necessidade de mudança de processos e tratamento das informações fiscais e contábeis dentro dos sistemas de origem. "Apenas emitir NF-e sem ter o controle financeiro e de estoque, os dados não fecham nem que a empresa contrate o ganhador do Prêmio Nobel para cuidar da contabilidade", brinca o autor do livro sobre Sped Big Brother Fiscal, Roberto Dias Duarte.

O especialista aponta que são raras as empresas que têm esses dados coerentes e aponta que a regulamentação significa a chegada de uma grande onda de gestão nas companhias no Brasil. "Trata-se da inserção das autoridades legais na Era do Conhecimento", pontua, em referência à necessidade de um maior rigor com os dados imputados pelas corporações em seus sistemas.

Duarte relata uma história fictícia para ilustrar uma cultura vigente nas companhias, mas que deve ser combatida pelo Sped. O caso corporativo remete a um vendedor desesperado para bater sua meta no último dia útil do mês. Ele liga para todos seus contatos na esperança de fechar um negócio que garanta sua comissão. Quando, por fim, consegue realizar uma venda, não carrega consigo o CNPJ de seu cliente. O que ele faz? Apela para o "quebra-galho". Tirando a carteira de cigarros do bolso ou outro produto que contenha o cadastro da empresa, passa o número estampado na embalagem ao departamento financeiro de sua companhia, que usará o dado para faturar o pedido.

Tal prática terá de ficar no passado. "A regulamentação impõe novos processos de controle e gestão, confiabilidade da informação, sincronização de cadastros, consistência e integração entre os sistemas", lista Pedro Bicudo, sócio-diretor da TGT Consult. Mas a adaptação para as novas regras tem consumido muitas horas para ajuste dos bancos de dados, com dificuldades que passam pelo impasse na definição das exigências por parte do governo, traduzindo-se em extensão de prazo e revisão de orçamentos. "Até 2008, as empresas acreditavam que bastava incorporar um sistema e todas as obrigatoriedades do Sped estariam vencidas", enfatiza o especialista.

Faxina na base de dados

Justamente por razões como as expostas acima, Marcelo Kenji Aoyagi, gerente de impostos e responsável pelo Sped Fiscal na Dupont, classifica que o projeto está calcado em "50% processos e 50% tecnologia". O executivo comenta que muito trabalho está em ajustar a massa de informações na base de dados. O ponto chave para o sucesso da adequação à regulamentação, nessa questão, passa pelo envolvimento das áreas de negócio na condução do projeto. Ou seja, mais do que nunca, os profissionais de tecnologia e de desenvolvimento precisam falar a língua da turma da contabilidade e da controladoria.

Formar times multidisciplinares surge como premissa nos projetos de Sped e o velho discurso precisa sair do papel. "Sem conexão com as áreas de negócios, a tecnologia não tem validade", enfatiza Renato Cesar Blanco, gerente-geral de sistemas do centro de competência em tecnologia da informação da Votorantim Industrial. Os profissionais responsáveis pela área de TI respondem pela metade do time que trabalha na regulamentação na empresa, o restante é formado por pessoas ligadas a processos, que atuam na validação das informações e definição do escopo dos ajustes necessários para que os sistemas comecem a rodar já com rotinas equalizadas.

A preocupação mostra que de pouco adianta um layout perfeito se as informações não estão integradas. Até porque, quando os dados extraídos dos sistemas passarem pelos validadores fiscais do governo, a ferida interna será revelada aos olhos da Receita Federal ou das Secretarias das Fazendas. Uma coisa é atualizar manualmente. Outra é rodar os processos de forma automática, em ambiente de produção.

Para facilitar a extração e não enviar informações erradas ao Fisco, a Peugeot Citröen iniciou sua adequação ao Sped centralizando as informações em uma base de dados única. "Além de implantar uma solução fiscal (que valida e coloca os dados no layout definido pelo governo), existia uma necessidade de adequação do processo de alimentação dessa base central de dados", detalha Marco Aurélio da Fonseca, coordenador de sistemas de gestão da indústria automotiva. A medida trata da simplificação da entrada das informações para que sua extração seja mais fácil, direta e coerente, permitindo maior nível de automatização do processo.

Organizar os dados na origem fez com que a Peugeot Citröen canalizasse no software fiscal paralelo sua estratégia de Sped. Graças a isto, os pacotes de atualização lançados pela SAP, que ajustam a plataforma para a regulamentação, não foram aproveitados. "Temos um nível muito grande de personalização no ERP", justifica Fonseca, citando que algumas evoluções na ferramenta foram feitas, bem como a integração do software aos demais sistemas do grupo e a compra de quatro novos servidores.

Padrões

Sistemas de gestão empresarial, softwares fiscais, validadores. Como cada obrigatoriedade - seja EFD, ECD ou NF-e - tem um cronograma próprio orientado para determinados segmentos industriais, as empresas ajustam suas plataformas dentro das respectivas demandas. Os fabricantes de ERP, de uma forma geral, lançam pacotes de atualização para estarem o mais próximo possível das exigências do governo.

A Termomecânica, por exemplo, aposta as fichas para adequar-se ao Sped no ERP da SAP. "A meta", diz Alcir de Paulo Ambrosio, gerente de TI da empresa, "era personalizar a ferramenta o mínimo possível". A escolha do software de gestão da multinacional alemã deveu-se à preferência por utilizar um sistema que não precisasse de soluções satélites ou paralelas para resolver eventuais deficiências. E os pedidos da Receita se encaixam neste conceito.

A ideia inicial da empresa consistia em migrar para uma versão mais recente do ERP. "Mas o fornecedor garantiu que a solução utilizada (a 4.7) suportaria", revela Ambrosio. Com ajuda de uma consultoria fiscal para entender melhor as exigências, a companhia driblou o fato do ERP não ser muito afeito aos aspectos fiscais da gestão corporativa. A IOB ficou como parceira para mapear o layout, identificando as obrigatoriedades. "Existia um total de 322 registros no Sped, dos quais 162 não fazem parte do nosso escopo e 160 eram passíveis de geração", contabiliza Ambrosio, apontando que 10% dos usuários da área administrativa da Termomecânica sofrerão impactos da regulamentação.

Feito o mapeamento, começou o trabalho de extração e teste dos dados para gerar arquivos e identificar o que atendia à necessidade e o que não estava dentro da expectativa. O gerente de TI revela que, no inicio, houve um pouco de divergência devido a não geração adequada entre registros complementares, no qual dois campos não conversavam. Na visão de Ambrosio, a Termomecânica está 85% adequada. "Teríamos condição de gerar o arquivo, porém, alguns dos registros exigidos precisam de alguma intervenção manual", revela o executivo, definindo que quatro profissionais trabalharão, esporadicamente, na geração, validação e transmissão dos documentos.

Quase lá

Os executivos entrevistados por InformationWeek Brasil apresentaram, em comum, o fato que muitos projetos iniciaram a partir da implementação da NF-e, aproveitando os ajustes já realizados para evoluir nas outras obrigatoriedades do Sped. É o caso da Fosfértil, que começou a tratar do assunto em agosto de 2007, em decorrência da emissão de notas fiscais eletrônicas. Dois meses depois, a companhia iniciou a fase de mapeamento de informações requeridas para o layout dos arquivos fiscais e contábeis. O processo se estendeu por outros dois meses, envolvendo profissionais das áreas de TI, controladoria e consultores de parceiros de solução.

Em maio de 2008, a empresa começou a edificar as partes contábil e fiscal, com adoção de uma solução da Sonda Procwork. A postura mostra a tendência na opção por validadores que se adequam ao layout e checam se as informações extraídas do ERP estão coerentes antes do envio para o Fisco. Instalada a ferramenta paralela e feitas as integrações, a companhia partiu para a fase de testes. "Prevíamos entregar o primeiro arquivo à Secretaria da Fazenda (Sefaz) em julho", comenta Daniel Martins Vaz, gerente-executivo de TI da Fosfértil, dizendo que o movimento precisou ser adiado diante das necessidades de ajustes dos sistemas, da base de dados, bem como das constantes alterações exigidas pelo governo.

De toda forma, o primeiro teste de campo saiu da empresa em outubro de 2008. "Ficamos aliviados", revela o executivo, classificando o envio como "consistente". "Sabemos que entregamos um arquivo passível de ser melhorado", reconhece Vaz. A estimativa é que as iniciativas consumam doze meses, mas a empresa afirma que tem de 80% a 90% do projeto concluído. A adaptação parou durante quatro meses e meio quando a Fosfértil realizou um upgrade de versão do ERP.

Na Braskem, o projeto também começou com a implantação de NF-e, no inicio de 2008, e com pacotes de atualização do software de gestão. O trabalho serviu para preparar terreno em sistemas e infraestrutura de TI para suportar as partes fiscais e contábeis da regulamentação. "Aproveitamos o projeto para fazer um upgrade no ERP", comenta Stefan Lepecki, diretor de TI da petroquímica, ao apontar que a medida permitiu economia e concentração de mão-de-obra. O projeto evoluiu ao longo do ano, com os dados sendo adequados à interface do sistema. A companhia apostou em validadores para verificar a consistência dos dados antes do envio. Até o momento, foram investidos R$ 3 milhões nas iniciativas, com previsão de conclusão em fevereiro de 2009.

Já a Carbocloro aplicou R$ 250 mil e aproximadamente 1.740 horas de trabalho no projeto. O assunto veio à pauta ainda em 2007, quando a adequação à regulamentação foi destacada como um ponto fraco dentro do planejamento estratégico da empresa. No ano seguinte, a companhia começou a colocar em prática as ações, sendo que a primeira medida tomada pela TI foi atualizar a versão do ERP da Infor. "Entendemos que não se tratava de uma coisa pequena", pontua José Carlos Padilha, gerente de tecnologia da informação da empresa.

O passo seguinte foi adotar um software fiscal paralelo, que "conversa" com o sistema de gestão onde os dados são carregados. A função da ferramenta é validar as informações antes de enviá-las à Receita. Em outubro, a Carbocloro começou a fase de protótipo. "Um ou outro relatório precisou ser alterado", comenta Padilha, sobre os arquivos testados na ocasião. O executivo revela que o problema mais sério ocorreu no servidor. "Ele não aguentou", sintetiza.

Em dezembro, a Carbocloro envolveu quatro pontas afetadas no projeto (usuários, TI, consultoria externa e provedor de tecnologia) em novos testes, que usaram como base os dados do mês de outubro de 2008. Padilha opina que a iniciativa trouxe grande evolução nas iniciativas de Sped da companhia, dentre elas a possibilidade de identificar ajustes nos cadastros dos clientes e fornecedores, acertos nas operações fiscais de entrada e saída, além de correções de sistema ERP e no modelo de dados. Graças a esse esforço, o executivo calcula que as obrigações fiscais referentes a janeiro de 2009 tenham caído nos data centers do governo nos dias 10 ou 11 de fevereiro.

Puxando o fornecedor

Quando a Alcoa começou a tratar o assunto, há dois anos, o maior obstáculo foi obter uma resposta por parte do fabricante de ERP. O processo, inclusive, envolveu negociação com equipe internacional da companhia. Em meio à cobrança das atualizações do provedor de sistemas, a indústria mapeou processos internamente e com recursos próprios. A data inicial, proposta pela Oracle para entrega das atualizações referentes ao Sped, foi postergada. "Ficamos quase sem tempo para fazer carga e validação. Foi uma luta muito grande", comenta José Carlos Lapa, gerente de programa do escritório de projetos de TI da Alcoa.

No mapeamento dos campos necessários para o Sped Fiscal e Contábil, a empresa descobriu que, das cerca de 3 mil informações novas exigidas, 300 precisariam ser contempladas. "É uma exigência de adaptação de sistemas. Temos alguns legados que são afetados", explica o gerente, apontando que, antes de atualizar tais ferramentas, foi necessário que as mesmas passassem por manutenção e adaptação. Lapa calcula que a regulamentação afetará cerca de 300 funcionários da companhia. Justamente por isto, o pessoal passou por treinamento para adaptar a Alcoa Brasil à nova realidade.

Com toda complexidade e mudanças nas exigências do governo, os projetos de TI para adequar-se às novas regras, arrastam-se ao longo de meses. Além do período e grande esforço, o volume de investimentos tem se mostrado alto. Mas a boa notícia para os CIOs é que a preparação para a regulamentação ganhou novo fôlego com o adiamento da obrigatoriedade da entrega dos arquivos fiscais. Com a troca na data, as empresas ganharam mais um prazo para validar os processos. Agora, é esperar e correr para que tudo esteja adaptado na data do envio, com o mínimo de logs de erros possíveis.

28 Março, 2009

Contém 1g têm 30% de ganho em produtividade com ERP TOTVS

PRESS RELEASE

Em pouco mais de dois anos de utilização do sistema ERP Datasul da TOTVS, a Contém 1g (contem1g.com.br) já percebe um alto crescimento em produtividade, faturamento e qualidade de seus processos. Atendida pela TOTVS Interior Paulista (totvsip.com.br), uma das principais unidades da TOTVS S/A líder no desenvolvimento de tecnologia ERP na América Latina, a Contém 1g com sede industrial em São João da Boa Vista, registra um ganho de 30% ao longo desse período.

A decisão pelo ERP Datasul partiu de um processo de avaliação dentre inúmeros sistemas de gestão disponíveis no mercado, conforme conta Mário Ferreira, gerente de tecnologia de informação da Contém 1g, “formamos um comitê de gestores, fizemos levantamentos, visitamos clientes usuários de diferentes ERP´s e por fim, optamos pelo produto mais adequado às nossas necessidades”. Com 24 anos de existência, sendo 15 na fabricação de cosméticos, a marca mantém hoje o título de uma das principais empresas da área com a maior linha de maquiagem do país. Apenas na sede de São João da Boa Vista são produzidos cerca de 500 produtos da linha.

De 230 colaboradores da Contém 1g de SJBV, cerca de 30% são hoje usuários do ERP Datasul, destes, 5% são os chamados “key users” ou usuários chaves. “Podemos dizer que nossos key users são verdadeiros especialistas em Datasul, investimos tempo, treinamento e empenho para alcançar esses resultados” conta André Amaral, diretor financeiro da empresa. “fizemos eventos, camisetas, treinamentos, reuniões mensais com o presidente da Contém 1g, avaliações de conhecimento de usuários, tudo para que o projeto terminasse com sucesso, hoje vemos um resultado surpreendente” completa.

De acordo com Clara Rodrigues, executiva de atendimento e relacionamento da TOTVS IP, desde o início das atividades, toda a diretoria da empresa esteve envolvida com o projeto, “o comprometimento da diretoria foi fundamental para o sucesso do projeto, durante toda a implantação do produto Datasul da TOTVS, tanto Rogério Rubini, presidente da Contém 1g quanto André Amaral, participaram ativamente incentivando e monitorando a evolução das fases” conta.

Os benefícios com a utilização do ERP Datasul da TOTVS surgiram rápido, “tivemos um alto ganho com rastreabilidade e controle dos processos na fabricação dos nossos produtos nunca teríamos esses resultados com o antigo sistema, estamos trabalhando no ponto de equilíbrio do ERP” diz Amaral.

Encontrada em importantes shopping centers do Brasil, com mais de 200 pontos comerciais em todo território nacional, a Contém 1g não sofreu alterações por conta da crise e permanece com crescimento constante, “o sistema gerencia os custos antecipadamente, isso nos dá subsídios para gerir melhor o negócio e tomar decisões” afirma Amaral.

Para os próximos projetos, a empresa pretende integrar a área de processos com áreas administrativas, conforme conta a coordenadora de processos Cláudia Mariano, “queremos integrar a empresa toda, temos grupos de key users Datasul e key users em processos, queremos unir esses talentos e fortificar ainda mais as ações de nossa empresa no país”.

Um outro ponto forte do ERP Datasul da TOTVS é o preparo e adequação aos novos processos legais, “com a Datasul economizamos muito financeiramente e em tempo na questão da adequação para a substituição tributária, com o antigo sistema, teríamos de desenvolver uma ferramenta e isso geraria um custo alto para a empresa” comenta Cláudia.

Para Roberto Zara, diretor de Atendimento e Relacionamento da TOTVS Interior Paulista, ter a Contém 1g entre os mais de 23.000 clientes da TOTVS IP e com uma cadeia de distribuição por todo país com uma capilaridade semelhante a da TOTVS é um grande privilégio, “estamos cientes que podemos colaborar com o sucesso da Contém 1g com soluções de tecnologia de ponta e acompanhar sua evolução porque as duas empresas têm a inovação como vetor de crescimento” finaliza.

Documentação de código

Por Eduardo Miranda, Software Development Engineer da Microsoft

    Outro dia na hora do almoço tivemos uma discussão animada sobre documentação de código. Que tipo de documentação é necessária para que um novo desenvolvedor tenha capacidade e segurança para fazer modificações em seu código-fonte?

    Um dos meus colegas colocou a sua posição: Em uma situação ideal todo o código-fonte e design de um sistema deveriam ser tão claros e simples de entender que não existiria a necessidade de documentação nenhuma (Lembre-se que estamos falando somente de documentação de código-fonte e/ou design).

    Lógico que houve reações contrárias. É muito difícil pegar um monte de código-fonte e sair “entendendo” ele. Alguma documentação facilita bastante este processo.

    Pode ser, mas do ponto de vista de uma situação ideal, um código-fonte bem escrito, seguindo práticas básicas como separação de responsabilidade, alta coesão e ortogonalidade deveria ser bem fácil de entender. Posso parecer maluco, mas prefiro ler um trecho de código-fonte bem escrito do que ler a descrição em português do que aquele código faz (outros concordaram comigo no almoço, então não sou o único maluco :0).

    Como não estamos ainda no mundo ideal, acho que o desenvolvedor deve se preocupar em manter o próximo coitado bem informado para um bom começo. Sempre utilizando as tags de documentação no próprio código-fonte. Segue a minha lista:

    Classes
    • Uma descrição breve da classe na tag summary é o suficiente.

    • Os namespaces e padrões de nomenclatura devem estar bem definidos, isto ajuda bastante, por exemplo, se todas as entidades do sistema estiverem em MySystem.Entities, fica fácil de imaginar o que é a classe MySystem.Entities.Invoice

        Métodos
        • No mínimo, preencher as tags summary , param (para cada parâmetro) e returns (se o método tiver retorno) - Estas tags são importantes pois apareceção no intellisense quando você utilizar o método

        • Se o método levanta erros preencher a tag exception.

        • Se existirem testes unitários é desnecessário dar exemplos na tag example, pois testes unitários são os melhores exemplos de como utilizar uma classe e seus métodos.

        • Se o código-fonte não estiver disponível para o usuário é interessante dar mais detalhes do método na tag remarks

        • Ao longo do código só coloque comentários se o trecho for complicado

          Para mim isto é mais do suficiente para documentar o código. O importante é fazer tudo isto no próprio código, utilizando as tags. Desta forma você só terá um artefato para atualizar e pode usar o moribundo NDoc ou o recém nascido SandCastle para gerar um help já formatado direto do código-fonte.

          Decisões de design também podem ser documentadas em um documento simples de design, quais as decisões polêmicas que foram tomadas, design patterns utilizados. Tudo simples e rápido. Não deixe este documento ficar grande.

          E você, tem alguma opinião a respeito? Deixe seu comentário.

          26 Março, 2009

          Comunicação - O óbvio precisa ser dito, entendido e confirmado

          Por Carlos Henrique

          Analisando as estatísticas de acesso ao blog percebo que muita gente chega até aqui pesquisando por palavras-chave como “comunicação” ou “falha de comunicação” nos mecanismos de busca. E entendo perfeitamente o porquê da preocupação de nossos leitores.

          É essencial confirmar o entendimento do que está sendo dito

          Uma das maiores dificuldades ao gerenciar um projeto trabalhar em qualquer projeto, é garantir o perfeito alinhamento da comunicação entre os envolvidos, principalmente, porque as habilidades de falar, ouvir e entender são únicas para cada indivíduo.

          Assim, entendo que o que deve ser alinhado não é somente se o que foi dito por quem fala é o mesmo que foi entendido por quem ouve. É também confirmar se a mensagem transmitida - e entendida - é realmente o que queria ser passado por quem fala. Lembro de uma situação em um projeto que ilustra muito bem o que escrevi acima.

          Durante o desenho de uma solução por um de meus fornecedores, existia a necessidade de produzir uma documentação de entrega para atender aos objetivos do projeto que estava “implícita” na Especificação, ou seja, não estava registrada como um Requisito Funcional. Por prudência, solicitei ao fornecedor que atualizasse o documento, incluindo de maneira clara o compromisso de produção da documentação. Após foi feito, aprovei a Especificação Funcional e “estávamos alinhados”. Assim, estava livre de qualquer problema de comunicação, certo? Errado!

          Como havia conversado bastante com o fornecedor sobre nossa necessidade, assumi que não era necessário confirmar o entendimento do requisito. Mas, o que havia sido entendido por eles e incluído no escopo de trabalho era apenas uma parte da tal documentação. E por não ter dedicado a devida atenção a avaliação da EF, não percebi a falta de clareza na descrição do atendimento ao que havia solicitado.

          Na verdade, para minha surpresa, o que estava formalizado ainda poderia ser interpretado - sem muito esforço - de outra forma, criando uma terceira versão sobre o requisito. Versão esta que não representava o que havia pedido nem o que estava sendo proposto pelo fornecedor.

          Por ter um bom relacionamento com o parceiro conseguimos chegar a um consenso, resolvendo o impasse de maneira bem objetiva. Entretanto, em um cenário menos favorável ao diálogo, este pequeno problema poderia se tornar um grande desastre para o projeto.

          Após esta situação me acostumei a estender o significado do chavão “O óbvio precisa ser dito” para “O óbvio precisa ser dito… entendido e confirmado” e passei a utilizá-lo como premissa em meu trabalho.

          Fonte: http://www.universogp.com/

          24 Março, 2009

          Pesquisa: 64% das empresas brasileiras possuem falhas de comunicação

          Por IT Web

          Estudo do PMI aponta ainda que 78% das organizações dizem ter problemas de prazo em seus projetos

          O não cumprimento de prazos (66%), falhas de comunicação (64%) e mudanças constantes de escopo (62%) são as principais deficiências em gestão para empresas brasileiras como Petrobrás, Nestlé, Vale, Votorantim, Lojas Renner, Natura, Gerdau, IBM, HP e BNDES.

          Os dados são do Project Management Institute (PMI) - organização responsável pelo desenvolvimento das práticas em gerenciamento de projetos no mundo - que revela os resultados do 5º Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos do Brasil, realizado com profissionais de 184 empresas do País.

          O estudo revela ainda que 78% das organizações dizem ter problemas de prazo em seus projetos, 64% de custo, 44% problemas de qualidade e 39% insatisfação do cliente. Em contrapartida, as empresas pesquisadas afirmaram que os benefícios mais claros obtidos com o gerenciamento de projetos foram o maior comprometimento com objetivos e resultados (81%); a disponibilidade de informações para tomada de decisão (78%); e o aumento da satisfação do cliente (75%), seja ele interno ou externo.

          Além disso, grandes avanços na área de gestão de projetos e seus benefícios passaram a investir em metodologias sólidas para gerir seus projetos. Em 2003, por exemplo, 72% das organizações pesquisadas afirmaram ter prazos prorrogados em seus projetos. Em 2007 esse índice baixou para 66%. Em relação a retrabalho, o índice caiu de 72% em 2003 para 26% no último levantamento.

          Segundo o Estudo de Benchmarking do PMI, as habilidades mais valorizadas pelas empresas são liderança (89%), comunicação (78%) e conhecimento técnico em gestão de projetos (75%). Por outro lado, comunicação (53%), gestão de conflitos (42%) e capacidade para integrar as áreas (35%) são as habilidades que as empresas consideram mais deficientes nos gestores de projetos.